Inadimplentes poderão suspender pagamento de prestações por seis meses ou renegociar contrato; as medidas entram em vigor na próxima segunda-feira

Por Exame. Publicado em 9 abr 2020, 13h10
Publicado em 9 abr 2020, 13h10

Caixa Econômica Federal anunciou, nesta quinta-feira 9, um pacote de medidas no valor de 43 bilhões de reais para estimular o setor da construção civil, durante a crise. O banco vai antecipar recursos para as empresas e dar mais alívio no orçamento para os mutuários da casa própria, beneficiando cinco mil famílias.

A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta quinta-feira 9, um pacote de medidas no valor de 43 bilhões de reais para estimular o setor da construção civil, durante a crise. O banco vai antecipar recursos para as empresas e dar mais alívio no orçamento para os mutuários da casa própria, beneficiando cinco mil famílias.

Além disso, a Caixa vai incentivar as pessoas a tomarem crédito imobiliário. Os novos compradores vão ganhar prazo de seis meses para começar a pagar as prestações. As medidas entram em vigor na segunda-feira 13.

Os mutuários inadimplentes, com até duas prestações atrasadas, poderão renegociar os contratos, suspender o pagamento das prestações por seis meses ou fazer o pagamento parcial.

A Caixa já tinha anunciado pausa nas dívidas parceladas por 90 dias para todos os clientes, inclusive no crédito imobiliário. Para os clientes que fazem construção com financiamento do banco será permitida a liberação antecipada de até duas parcelas, sem a vistoria.

O pacote foi costurado com representantes do setor produtivo, que se comprometeram a manter os empregos por 60 dias. Elas foram anunciadas pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em rede social.

Ele reiterou que as medidas contemplam o “carro chefe” do banco. Com os novos recursos, a Caixa vai investir ao todo 154 bilhões de reais, somando as ações anteriores para combater os efeitos do novo coronavírus na economia.

Para dar incentivar a construção de imóveis, a Caixa vai antecipar em até 20% do financiamento de empreendimentos que ainda vão começar. Também vai antecipar recursos correspondentes a até três meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma.

A pausa nos pagamentos parcelados também será estendida às empresas, sendo de até 90 dias, para os clientes que estão com pagamentos em dia ou com até duas parcelas, em atraso. Elas também terão inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

Haverá ainda a possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias. Além disso, as construtoras poderão reformular o cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, as medidas são positivas tanto para os compradores quanto para as empresas:

“A Caixa está buscando a adequação do fluxo de caixa, dos compradores de imóveis e das incorporadoras. Estas medidas são fundamentais para manter 2,4 milhões de empregos diretos e indiretos”.

Ele destacou que também que a iniciativa vai evitar a paralisação das obras e manter ativa a cadeia produtiva do setor, que conta com um grande número de pequenas e médias empresas.

Caixa Econômica Federal anunciou, nesta quinta-feira 9, um pacote de medidas no valor de 43 bilhões de reais para estimular o setor da construção civil, durante a crise. O banco vai antecipar recursos para as empresas e dar mais alívio no orçamento para os mutuários da casa própria, beneficiando cinco mil famílias.

Além disso, a Caixa vai incentivar as pessoas a tomarem crédito imobiliário. Os novos compradores vão ganhar prazo de seis meses para começar a pagar as prestações. As medidas entram em vigor na segunda-feira 13.

Os mutuários inadimplentes, com até duas prestações atrasadas, poderão renegociar os contratos, suspender o pagamento das prestações por seis meses ou fazer o pagamento parcial.Veja também

A Caixa já tinha anunciado pausa nas dívidas parceladas por 90 dias para todos os clientes, inclusive no crédito imobiliário. Para os clientes que fazem construção com financiamento do banco será permitida a liberação antecipada de até duas parcelas, sem a vistoria.

O pacote foi costurado com representantes do setor produtivo, que se comprometeram a manter os empregos por 60 dias. Elas foram anunciadas pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em rede social.

Ele reiterou que as medidas contemplam o “carro chefe” do banco. Com os novos recursos, a Caixa vai investir ao todo 154 bilhões de reais, somando as ações anteriores para combater os efeitos do novo coronavírus na economia.

Para dar incentivar a construção de imóveis, a Caixa vai antecipar em até 20% do financiamento de empreendimentos que ainda vão começar. Também vai antecipar recursos correspondentes a até três meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma.

A pausa nos pagamentos parcelados também será estendida às empresas, sendo de até 90 dias, para os clientes que estão com pagamentos em dia ou com até duas parcelas, em atraso. Elas também terão inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.

Haverá ainda a possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias. Além disso, as construtoras poderão reformular o cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, as medidas são positivas tanto para os compradores quanto para as empresas:

“A Caixa está buscando a adequação do fluxo de caixa, dos compradores de imóveis e das incorporadoras. Estas medidas são fundamentais para manter 2,4 milhões de empregos diretos e indiretos”.

Ele destacou que também que a iniciativa vai evitar a paralisação das obras e manter ativa a cadeia produtiva do setor, que conta com um grande número de pequenas e médias empresas.